Família, Homeschooling, liberdade, Sem categoria

5 motivos para adotar a Educação Domiciliar

O Homeschooling ou Educação Domiciliar consiste em uma modalidade de ensino que pode abordar diferentes metodologias e filosofias de ensino. Sua principal característica é o fato de que os pais são os responsáveis diretos pela instrução da criança. Embora não seja uma modalidade legal no Brasil, ela cresce por diversos motivos, sendo o principal a má qualidade das instituições de ensino. Podemos ainda encontrar algumas outras motivações:

1. O tempo é otimizado.

São poucas as pessoas que possuem a sorte de conseguir matricular os pequenos em escolas próximas. Filhos quando pequenos são dependentes e por isso precisam de auxílio para chegar até a escola e depois para chegar em casa. O aluno precisa lidar ainda com mais tempo jogado fora: professores faltosos, greves, bagunça em sala e assuntos paralelos. Muitos professores perdem boa parte do tempo de aula resolvendo assuntos inoportunos como: brigas, choros de alunos, burocracias, chamadas e avaliações, além de lidar com a falta de interesse de outras crianças. Isso tudo faz com que o conteúdo por vezes tenha que ser mutilado e quando transmitido, é feito às pressas.

boy-286240_1920.jpg2.  Você não precisa ensinar de novo o que a criança já sabe.

Em uma sala de aula com 20, 30, 40 alunos podemos encontrar muita diversidade. Como professor é complexo dar a atenção que cada aluno precisa.  Até que conheçamos as especificidades de cada aluno pode demorar algum tempo. As escolas Waldorf, por exemplo, mantém os mesmos professores durante pelo menos 7 anos. Isso faz com que o professor conheça os gostos, potencialidades e dificuldades de cada aluno. Como nem toda escola oferece esse tipo de serviço (em escolas públicas e particulares é comum que professores mudem 2,3 vezes no mesmo ano) o homeschooling é uma alternativa. Afinal, ninguém conhece melhor os filhos que os próprios pais.
No homeschooling, se o aluno já desenvolve bem uma competência/habilidade, ele segue em frente, sem a necessidade de estagnar. Cada indivíduo se desenvolve em um tempo diferente, sendo assim, é comum que em escolas tenhamos que regredir para aqueles que ainda não alcançaram determinada habilidade ou ainda avançar, deixando lacunas não preenchidas para aqueles que não alcançaram objetivo determinado.
Quando a educação é voltada para o indivíduo não há regressão nem estagnação. A criança estará em constante avanço pois quem ditará quando estará pronto para o próximo nível é o próprio aluno. Isso nos leva à terceira motivação:

3. Educação individual

“Mas o aluno tem que socializar!” – A principal crítica ao homeschooling reflete o problema da maioria das escolas. E por incrível que pareça também é algo que as escolas vem tentando mudar sem sucesso: conhecimento em massa.
Admite-se teoricamente que cada criança aprende em um ritmo. Ora, mas como uma única pessoa pode respeitar o ritmo de cada um sem que um ou outro fique pelo caminho? Salas lotadas impedem que alunos com dificuldade se desenvolvam e impede que alunos “acima da média” avancem.

Sendo assim, educar para o indivíduo é diferente de estabelecer um ensino coletivo. Assim como o ensino coletivo não está diretamente relacionado à consciência comunitária.

4. Toda experiência pode ser oportunidade para aprender

Uma ida ao parque, um almoço de domingo, cuidar das plantas no quintal, um assunto interessante que passou na TV, tudo pode ser uma oportunidade de aprendizagem. Toda a vivência dos pais com os filhos permite que os interesses do infante sejam valorizados.
Isso faz com que a criança se mantenha interessada nos estudos.

children-studying-670663_1920.jpg

5.  “Mas em casa ele não é assim”

Perdi as contas de quantas vezes escutei essa frase. Isso porque a escola impede que os pais filtrem que tipo de informações são transmitidas às crianças. Essas informações não estão ligadas somente ao que o professor transmite, mas sim ao que é aprendido com colegas de classe.

Ocorre que é na primeira infância em que o sujeito aprende a lidar com suas próprias emoções, aprende a se colocar no mundo e equaciona sua autoestima para estar se desenvolvendo socialmente mais tarde. Além disso, é na primeira infância que se constrói o caráter. Sendo assim, é compreensível a preocupação dos pais para com essa problemática, levando em consideração que crianças com vivências tão distintas podem influenciar negativamente a formação dos filhos. Logo, muitos pais optam pelo homeschooling principalmente na primeira infância por esta motivação, garantindo maior maturação para a convivência social. Lembrando que isso não significa que crianças em homeschooling não socializem. Na verdade, o diferencial é a existência de uma supervisão maior nesse sentido.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s